Ide e Pregai

O Documentário é um resumo da história das Assembléias de Deus no Brasil a começar pela chegada dos missionários e pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren, em Belém do Pará.

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O Espelho dos Mártires

O Documentário relata em detalhe o modo de vida e as persiguições que sofreram os cristão primitivos e como foram martirizados os Apóstolos de Cristo.

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Filme ´180`: 33 minutos que mudarão sua opinião sobre o aborto

O Ministério Living Waters, dos Estados Unidos, produziu recentemente um documentário impactante e fantástico sobre o aborto. O filme traz como título ‘180’ e instiga as pessoas a mudarem de opinião sobre o aborto e outras questões bíblicas.

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Magnífico: A viagem da Torá

>> terça-feira, 18 de junho de 2013



O desenho original do texto da Torá é monótono. Não existem nele pontuação alguma, nem pontos de interrogação ou exclamação, nem vírgulas. Tampouco divisões por capítulos, menos ainda por versículos. Apenas as divisões dos cinco livros e uma estranha divisão de parágrafos que, às vezes, coincide com as parashiot.

Entretanto, existe um parágrafo de duas linhas estranhamente sinalizado por um espaço branco comprido antes e depois dele. Além disso, nesses espaços brancos aparece a letra hebraica ‘nun’, equivalente ao ‘n’, invertida. Tanto antes do parágrafo quanto depois dele.

Esse parágrafo emblemático não traz um erro de impressão. Temos evidências arqueológicas, além de históricas, que mostram que o trecho vem sendo copiado assim, sistematicamente por, pelo menos, mais de dois mil anos.

Esse parágrafo estranho aparece na parashá desta semana e diz: e era quando viajava a Torá que Moisés dizia: ‘levanta-te Ad-nai e se afastem teus inimigos e fujam da frente de ti quem te odeia’, e, ao parar, dizia: ‘volta-te Ad-nai aos milhares de Israel’.

No Talmud discutiram os sábios as possíveis razões de tal desenho para este parágrafo. Uns propuseram que se trataria do final de um livro e que, portanto, nossa divisão estaria errada. Outros disseram que o parágrafo em si seria mais um livro e que a Torá teria seis, não cinco livros como conhecemos. Por fim, concluíram que esse parágrafo não se encontra no lugar certo e propuseram vários contextos onde deveria ser recolocado, mas não chegaram a um consenso. Finalmente alguém disse: ‘Não conseguimos concordar, pois esse parágrafo não tem um espaço fixo. Precisa estar solto justamente para indicar isso: que não pode ser encerrado em nenhum lugar da Torá. Os espaços em branco que o precedem e o sucedem são espaços de movimentação’. Querem dizer figurativamente que o parágrafo precisa se movimentar pelo pergaminho. Por isso apareçam lá duas letras nun (N), que indicariam o mandamento nosea(viaja). Pois o parágrafo que fala sobre a viagem da Torá precisa viajar pela Torá.

E que significa a viagem da Torá?

A viagem da Tora é extremamente importante, pois nela está o segredo de sua sobrevivência. Um livro encerrado num armário, por mais sagrado que sejam o livro e o armário, está condenado a morrer. No esquecimento. Na irrelevância. Um livro que viaja é um livro vivo, que penetra na vida das pessoas, nas histórias de indivíduos, famílias, comunidades e sociedades, e povos. O livro viaja quando o deixamos entrar em nossas experiências e reflexões quando dialogamos com ele, discutimos com ele e permitimos dizer o que deveríamos ter dito ou feito estando no lugar de seus personagens. Desse modo, também os personagens falam conosco sobre nossas vidas, pensamentos, emoções e ações.

Só uma Torá assim, reinterpretada com subjetividade compromissada, vive e viverá.

 A Torá viajou pelo deserto junto aos nossos antepassados e viajou depois por todas as histórias e geografias das comunidades.

Por isso, cada vez que lemos a Torá na sinagoga, fazemos com que ela viaje por entre as pessoas que ali estão. Não é imprescindível beijar o objeto, o mais importante é abrir nossas vidas à sua mensagem. Deixá-la viajar por dentro de nós e viajar através dela ao passado, ao futuro, ao nosso interior e à nossa transcendência.

Rabino Ruben Sternschein

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Por que a igreja deve orar?

A oração é a maior força que atua na terra. Orar é conectar o altar com o trono, é unir a fraqueza humana à onipotência divina. É entrar na sala do trono e falar com aquele que tem as rédeas da história em suas mãos. Sendo Deus soberano, escolheu agir na história por meio das orações do seu povo. A oração move o braço daquele que governa o universo. Nada é impossível para oração feita a Deus, em nome de Jesus, no poder do Espírito, porque nada é impossível para Deus. Tudo quanto Deus pode fazer, pode ser alcançado pela oração. Uma igreja de joelhos tem mais poder do que um exército. Destacaremos três pontos para nossa reflexão. 
Em primeiro lugar, pela oração Deus traz grandes livramentos ao seu povo. Israel estava no cativeiro, debaixo da chibata dos egípcios, com os pés no barro e as costas esfoladas. O povo clamou a Deus e Deus viu, ouviu e desceu para libertá-lo da escravidão. Pedro estava preso, na prisão máxima de Herodes, sob forte vigilância de escolta policial, aguardando o final da Páscoa para ser executado. Havia, porém, oração incessante da igreja em seu favor. Deus enviou seu anjo para despertar Pedro e adormecer os guardas. A situação se inverteu: Pedro foi solto e Herodes foi morto. Quando a igreja ora, os céus se movem, a igreja é fortalecida e os inimigos são desbaratados. 
Em segundo lugar, pela oração Deus cura os enfermos. Deus perdoa todas as nossas iniquidades e sara todas as enfermidades. Ele é o Jeová Rafá, o Deus que nos cura. Para ele não há causa demasiadamente difícil. Portanto, a última palavra não é da medicina, mas de Deus. Assim como Jesus, em seu ministério terreno, levantou os paralíticos, curou os cegos e purificou os leprosos, assim também, hoje, ele cura os enfermos em resposta às orações da igreja. Devemos nos aproximar de Deus como o leproso aproximou-se de Jesus: "Senhor, se tu quiseres, tu podes purificar-me". Deus pode tudo quanto ele quer. Para ele não há doença incurável nem causa perdida. Por isso, os apóstolos oraram pelos enfermos. Os pais da igreja oraram pelos enfermos. Os reformadores oraram pelos enfermos. Os avivalistas oraram pelos enfermos. Nós, também, precisamos orar pelos enfermos, pois a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. 
Em terceiro lugar, pela oração Deus fortalece sua igreja com poder. Os grandes reavivamentos espirituais aconteceram em resposta às orações da igreja. O derramamento do Espírito é sempre precedido pela oração e vem em resposta às orações. O Espírito Santo desceu sobre Jesus no rio Jordão quando ele estava orando. O Espírito Santo foi derramado no Pentecostes quando a igreja perseverava unânime em oração. O poder de Deus vem pela oração. Sem oração não há poder. Sem oração a pregação não produz vida. Os apóstolos entenderam que deveriam se consagrar à oração e ao ministério da Palavra. Oração e Palavra precisam caminhar juntas. Precisamos ter luz na mente e fogo no coração. Não basta apenas proferir a Palavra de Deus, é preciso ser boca de Deus. Não basta conhecer a respeito de Deus, é preciso ter intimidade com Deus. Sem oração os púlpitos serão fracos e infrutíferos. A pregação é lógica em fogo. O pregador precisa arder. Precisa pregar no poder do Espírito e em plena convicção. O apóstolo Paulo disse que a sua palavra e a sua pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder. Que a igreja se desperte para oração e que por meio da oração humilde, fervorosa e perseverante, as torrentes do Espírito caiam sobre nós, trazendo restauração para a igreja e salvação para os perdidos.
Por Rev. Hernandes Dias Lopes

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O benefício da amizade

>> quinta-feira, 6 de junho de 2013

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Por D. Scott Meadows

Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” Provérbios 27.17

Deus nos criou todos como criaturas sociais. Ao avaliar a primícias de suas obras, o Senhor as declarou como sendo muito boas (Gênesis 1.31). Entretanto, quando Ele observou o primeiro humano sozinho, Ele disse, “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2.18). Deus considera o companheirismo indispensável. De início, nossa fraqueza humana torna-nos vulneráveis. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.” (Eclesiastes 4.9-10). Mais profundamente, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, Deus reflete a Sua própria eterna comunhão trinitária, o infinito deleite encontrado um no outro pelo Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos nós desejamos tempo com amigos verdadeiramente bons, não é? É claro, nós precisamos de um pouco de solidão eventualmente, mas prisões usam a solitária para punição extrema. Um famoso filme, muito comovente, retratou a história de um homem que ficou sozinho em uma ilha remota por anos. Ele quase perdeu a sanidade. Quem pode esquecer como ele fez de uma bola de vôlei sua companhia, conversando com ela e chamando-a de “Wilson”? Verdadeiramente, “um é o número mais solitário”.

O provérbio inspirado acima usa uma analogia do mundo físico para nos ensinar uma lição no mundo espiritual sobre o benefício da amizade.

Na antiga sociedade agrária, ferramentas de ferro rapidamente perdiam o corte. Todos sabiam que gastar tempo afiando-as tenderia a uma produtividade maior. Afiar frequentemente as ferramentas era algo comum. Evidentemente, o popular método usava outro pedaço de ferro, talvez uma lima. Podemos facilmente imaginar uma santa alma refletindo sobre seu humilde trabalho no celeiro. Um pedaço de ferro afiando outro, mesmo os dois sendo do mesmo material. Eles se unem, até se chocam, e retornam a sua utilidade no campo.

Isso é tão parecido com amizade! Duas pessoas, essencialmente iguais, ambas instrumentos de Deus, são empregadas em todos os tipos de tarefas nobres. Tempos de trabalho, embora isolados, são apontados para nós. Isso faz parte do cumprimento do nosso chamado divino. Contudo, apenas trabalho e nenhuma comunhão faz de João um garoto entediado*.

Com certeza, o verbo “afiar” é literal na primeira linha e figurativo na segunda, onde ele significa “fazer ou levar uma pessoa a ser afiada/aguçada em sua percepção, sagaz, ou cheia de energia”. Uma tradução da Bíblia reproduz isso, “Como o ferro com o ferro se afia, assim uma pessoa afia a sagacidade de outra”. [1] “Isso é largamente interpretado pelos comentaristas como inteligência, personalidade, etc. No mínimo, esses pontos falam em relação aos efeitos benéficos pessoais que indivíduos podem ter ou têm uns sobre os outros; nenhum homem é uma ilha. Essa é uma visão otimista de intercurso social”. [2] “As pessoas não devem fugir da interação com seus iguais até porque isso é uma forma de educação em si mesma”. [3]

Se a amizade é benéfica a todos, a obra redentiva de Deus elevou distintivamente a amizade cristã a um nível muito mais alto, com grandes e eternas bençãos. Pense sobre as implicações dessa simples observação.

Pelo menos ocasionalmente, nós todos perdemos e somos tentados a perder oportunidades de comunhão cristã por muitas razões, como a pressão fazer as coisas, a atração da recriação e as expectativas da família ou dos amigos não cristãos. Alguma geração anterior a nossa já teria sucumbido consideravelmente a hiper-ocupação? Nossos telefones tocam, contas precisam ser pagas e alguns de nós veem muita televisão ou são viciados em atividades na Internet.

Não é como se o Senhor obrigasse presença máxima em cada reunião de cristãos. Algumas vezes nós somos providencialmente impossibilitados até de ir em reuniões de nossa igreja local. Mas nós também não podemos estar errando por causa da nossa falha em perceber nossa grande necessidade e benefício potencial em tais oportunidades?

Meu testemunho pessoal é que a comunhão cristã face-a-face tem sido, em muitas formas, vida e saúde para a minha alma. Vezes incontáveis ao longo dos anos meus irmãos tem me encorajado e me edificado. Inumeráveis ferros têm afiado esse ferro aqui.

Finalmente, lembre-se de que há um amigo acima de todos os outros, nosso Senhor Jesus Cristo. “Tenho-vos chamado amigos”, Ele disse aos Seus discípulos (João 15.15). Eles foram espiritualmente libertos, purificados, equipados e fortalecidos, tudo isso por Sua companhia. Longas horas de diálogo com o Mestre eram Seu hospital e seminário. Elas ainda são hoje. Interação em oração com os textos da Escritura equivale a sentar-se aos pés de Jesus, ouvi-Lo e pedir-lhe conselhos.

O Senhor Jesus também habita em ferramentas de ferro e nos afia por meio delas. Nós não podemos e nem devemos trabalhar o tempo todo. Quando nós, deliberadamente, fazemos uma pausa e nos reunimos com amigos crentes, cada santa reunião traz uma oportunidade para discussão, consenso e até mesmo desacordo em pequenos pontos. Que o Senhor nos afie em cada pausa comum, e depois nos lance de novo como Seus instrumentos no campo.

*Parafrase de um provérbio em inglês: “All work and no play makes Jack a dull boy’”. Significa que apenas trabalho sem nenhum descanso torna a pessoa entediada e tediosa.

[1] Ambas citações de Reyburn, W. D., & Fry, E. M. (2000). A handbook on Proverbs. USB Handbook Series. New York: United Bible Societies, in loc.
[2] Murphy, R. E. (1998). Vol. 22: Proverbs. Word Biblical Commentary. Dallas: Word, Incorporated, in loc.
[3] Garret, D. A. (1993). Vol. 14: Proverbs, Ecclesiastes, Song of songs. The New American Commentary. Nashville: Broadman & Holman Publi

Fonte: Ipródigo

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Como você vê o missionário?

>> segunda-feira, 3 de junho de 2013

Kelem Gaspar
Há crentes, ministérios, pastores e igrejas que veem o missionário como um cidadão de segunda classe, alguém que não “deu certo” aqui e aventurou-se pelo campo missionário por pura incompetência. Claro que se a visão é essa, ninguém tem o menor desejo de orar, contribuir ou ajudar. Dá-se qualquer coisa, doa-se para o missionário, sem o menor pudor ou vergonha, o ventilador sem hélice, a roupa usada em péssimo estado, a geladeira sem motor, o ferro sem resistência, enfim, tudo o que é sem valor ou que dificilmente teria alguma utilidade. Crentes semeando lixo na obra mais importante da terra, investindo sobras na obra pela qual o Cordeiro deu sua vida. Na verdade, eu não tenho medo de afirmar que essa história que missionário tem que ser miserável para provar sua devoção, que o missionário deve andar mal vestido, passar fome e, depender da caridade alheia para sobreviver nasceu no inferno. É do diabo essa forma de pensar, e ele tem feito um excelente trabalho de marketing, porque são muitos os cristãos que pensam dessa maneira. Uma vez, enquanto eu estava no campo missionário nas inóspitas selvas bolivianas, recebi de uma irmã um par de sapatos de cores e modelos diferentes, amarrados com uma cordinha e com um bilhete que dizia: missionária, aqui está esse par de sapatos, sei que são diferentes, mas você não se importa, não é? Afinal de contas, você é missionária...

Encontrei cero dia, um amigo, também missionário, em uma feira na cidade boliviana de Guajará Mirim, ele estava indo dirigir uma reunião com os índios quéchuas, quando parei para cumprimenta-lo, percebi que ele usava uma calça jeans muitos números maior que o seu manequim, quando lhe perguntei o porquê, ele me disse que uma irmã, proprietária de uma grande loja, havia percebido que ele só tinha uma calça e lhe ofereceu uma, que por sinal, ela nunca havia conseguido vender, por ser muito grande e feia. Olhe aí, o marketing do diabo dando certo novamente. Não presta? Doe para missões. Está velho demais? O missionário reaproveita. Quebrou? Dê para o filho do missionário. Rasgou? A missionária remenda. Uma oferta assim agride a santidade de Deus, Ele deu seu único filho por essa obra, Jesus deu sua vida para torna-la possível e nós não podemos desvalorizá-la ao ponto de nossa oferta ser uma vergonha diante dos céus. Quer abençoar um missionário, dê algo novo ou em perfeitas condições de uso, lembre-se, sua contribuição é uma excelente régua para medir seu compromisso.

Trecho do novo livro da missionária Kelem Gaspar. Kelem é missionária com anos de militância na obra do Senhor, no Brasil e em países amazônicos. Atualmente mantém uma creche missionária e uma escola de Missões em Maracanã, no estado do Pará.

Conheça o blog e o trabalho de Kelem Gaspar - 

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Onde está a Igreja perfeita?

                                      Quadro de T. Kinkade

João Cruzué

Venho observando há algum tempo um processo de busca pela Igreja ideal. Sei também da existência de pessoas, que ao longo da vida têm visitado Igrejas após Igrejas, procurando por aquela que lhes produza uma emoção mais forte na alma. E quanto mais buscam, e quanto mais visitam, mais se frustram por que em lugar algum encontraram Deus.

Para ter um encontro com Deus é preciso primeiro buscar a Deus.

Assim falou o apóstolo Paulo diante dos filósofos no Areópago de Atenas: "O Deus que que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens"...e Deus fez toda a geração dos homens para habitar a terra. Para que buscassem ao Senhor, ainda que tateando, o pudessem achar, por que não está longe de cada um de nós.

Deus está mais próximo de nós do que uma Igreja.

Para encontrar a Igreja perfeita você precisa primeiro ser encontrado por Deus. Deus é Espírito. Onipresente. Onisciente. Onipotente. Se houver um interesse, uma sede, um desejo intenso de sua parte para se encontrar com Ele, não vai ficar frustrado ou frustrada. A partir do momento que você decidir encontrá-lo, e mais que isso: decide servi-lo de verdade, o próprio Deus estará atento para ouvir o que você tem a dizer.

Por que é tão simples assim? Não se esqueça de que Deus é o Criador.E que seu filho, Jesus Cristo, veio a esta terra, para ser o caminho para chegar até a presença de Deus. Fora de Cristo não há nenhum outro Deus intermediário. Até Maria, a mãe de Cristo, a mulher mais bem-aventurada em todos os tempos na terra, disse: Fazei tudo o que Ele [Cristo] vos disser.

Não existe uma fórmula mágica nem um lugar especial para conversar com Deus. O lugar quem decide é você. Basta que seja tranquilo, onde você possa conversar com Deus, sem interrupções. É como um namoro: um lugar onde os dois possam estar a sós. No quarto, na sala, na cozinha, em rua sossegada. Fale com Deus como se Ele estivesse assentado ao lado de sua cama. Ou no sofá de sua sala; na cadeira da cozinha; caminhando ao seu lado na rua. Abra o seu coração e fale com ele. Deus já sabe o que vai no seu coração, mas tem interesse em ouvi-lo, para que você aprenda a dialogar com ele.

Se você fizer isto com sinceridade, pergunte para Ele onde você deve congregar. Peça ajuda para encontrar a Igreja onde você vai congregar. A Igreja que Ele sabe que você vai ser bem instruído, edificado. A Igreja onde você vai servir, trabalhar em vez de ser servido.

É por isso que há milhares de pessoas que já passaram por tantas Igrejas, e nunca encontraram a Deus. Uma pessoa com desejo sincero de ter um encontro com Deus, com certeza vai ver seu desejo realizado. Quem visita igrejas apenas por curiosidade, sem um interesse verdadeiro, sem ter nenhuma sede de Deus, vai procurar a vida toda. Pior, pode se achar congregando na Igreja errada.

Também tenho uma palavra para quem já é cristão há muito tempo, e anda insatisfeito, ou deixou de congregar, permanecendo em casa. É um lindo sermão de Martin Luther King, que traduzi e sua mensagem fala muito comigo: Redescobrindo os Valores Perdidos. É lindo e esclarecedor.

Assim está escrito no Livro do Profeta Jeremias: Assim falou o Senhor Deus: "Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então, me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração."

A Igreja perfeita é o coração de um crente onde a presença de Deus habita. E isto depende primeiro de um concerto, de um compromisso pessoal, um comprometimento de se envolver com algo que agrade ao Senhor. Se isto não for feito, você nunca vai encontrar a igreja perfeita, porque você é parte dela.


Deus lhe abençoe.

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Porque eu não creio em apóstolos contemporâneos.

Por Ruy Marinho
   
Há quem defenda que nos dias de hoje Deus tem levantado uma geração apostólica, restaurando “ministérios perdidos” durante séculos através de novos apóstolos, supostamente com os mesmos poderes (e até maiores) que os escolhidos por Jesus na igreja primitiva. Muitos deles chegam a declarar novas revelações extrabíblicas, curas e milagres extraordinários, liberando palavras proféticas e unções especiais, vindas diretamente do “trono de Deus” para a Igreja. Seus seguidores constantemente ouvem o termo “decretos apostólicos”, dos quais afirmam que uma vez proclamados por um apóstolo, há de se cumprir fielmente a palavra profética, pois o apóstolo é a autoridade máxima da igreja, constituído diretamente por Deus com uma unção especial diferenciada dos demais membros.
No site de uma “conferência apostólica” ocorrida há alguns anos, narraram a seguinte declaração de um apóstolo contemporâneo: “A segunda noite de mover apostólico invadiu os milhares de corações presentes nesta segunda noite de Conferência Apostólica 2006. Com a ministração especial do Apóstolo Cesar Augusto a respeito do “Ser Apostólico”, todos ficaram impactados com mais esta revelação vinda direto do altar do Senhor para seus corações. Ser Apostólico é valorizar a presença de Deus, é ser fiel, é crer que Deus pode transformar, é ter uma unção especial para conquistar o melhor da terra e, por fim, é crer que Deus age hoje em nossas vidas. [...] Todos saíram do Ginásio impactados por esta revelação, saíram todos apostólicos prontos para conquistar o Brasil e o mundo para Jesus.” [1]
Peter Wagner, um defensor do apostolado contemporâneo, define o dom de apóstolo nos dias de hoje da seguinte forma: “O dom de apóstolo é uma habilidade especial que Deus concede a certos membros do corpo de Cristo, para assumirem e exercerem liderança sobre um certo número de igrejas com uma autoridade extraordinária em assuntos espirituais que é espontaneamente reconhecida e apreciada por estas igrejas. A palavra chave nesta definição é AUTORIDADE, pois isto nos ajuda a evitar um erro muito comum que as pessoas fazem ao confundirem o dom do apóstolo com o dom de missionário.” [2]
Com estas declarações, podemos deduzir logicamente duas coisas: Ou o ministério apostólico contemporâneo é uma realidade na Igreja nos últimos dias, ou estamos diante de uma grande distorção bíblica, na qual precisa ser rejeitada e combatida urgentemente. Se a primeira hipótese estiver correta, então obviamente não devemos questioná-los, além de aceitar como verdade de Deus tudo o que vier dos mesmos. Caso contrário, resta-nos rejeitar totalmente as palavras e as reivindicações proféticas destes apóstolos contemporâneos por serem antibíblicas.
Para ter plena certeza do que se trata, não existe alternativa a não ser partir para a análise bíblica, pois a Palavra de Deus é a nossa única regra de fé e conduta, base normativa absoluta para toda e qualquer doutrina. Portanto, da mesma forma que os bereianos de Atos 17:11 fizeram quando receberam as palavras do Apóstolo Paulo, devemos também analisar esta questão sob à luz das escrituras.
A primeira pergunta que devemos fazer é: existem apóstolos nos dias de hoje? Para chegar à resposta, primeiramente precisamos entender quem foi os apóstolos na igreja primitiva. Para tanto, é necessário verificar o fator etimológico da palavra Apóstolo. Biblicamente, esta palavra significa “enviado, mensageiro, alguém enviado com ordens” (grego = apostolos), é utilizada no Novo Testamento em dois sentidos: 1º – Majoritariamente de forma técnica e restrita aos apóstolos escolhidos diretamente por Cristo; 2ª – Em sentido amplo, para casos de pessoas que foram enviadas para uma obra especial. Neste último, a palavra utilizada provém da correlação verbal do substantivo “apóstolo” e o verbo em grego “enviar” (grego = apostello).[3] Das 81 vezes que a palavra apóstolo e suas derivações aparecem no texto grego do Novo Testamento, 73 vezes é utilizada no sentido restrito ao grupo seleto dos 12 apóstolos de Cristo, apenas 7 vezes no sentido amplo (Jo 13:16, 2Co 8:23, Gl 1:19, Fl 2:25, At 14:4 e 14, Rm 16:7) e uma vez para Jesus Cristo em Hb 3:1. [4]
Podemos perceber que, em tese qualquer pessoa que é “enviada” para um trabalho missionário é um apóstolo. Porém, os problemas aparecem quando alguém propõe para si a utilização do termo no sentido restrito ao ofício de apóstolo.
Biblicamente, havia duas qualificações específicas para o apostolado no sentido restrito: 1ª – Ser testemunha ocular de Jesus ressurreto (Atos 1:2-3, 1:21-22, 4:33 e 9:1-6; 1Co 9:1 e 15:7-9); 2º – Ter recebido sua comissão apostólica diretamente de Jesus (Mt 10:1-7, Mc. 3:14, Lc 6:13-16, At 1:21-26, Gl 1:1 e 1:11-12 ). Este fato leva-nos a questionar: quem comissionou os apóstolos contemporâneos?
Depois da ressurreição, Jesus apareceu para os apóstolos comissionados por ele próprio e também para várias pessoas, sendo Paulo o último a vê-lo: “Depois foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos…” (1Co 15:7-9). No grego, as palavras “depois de todos” é eschaton de pantwn, que significa literalmente “por último de todos”. [5]
Paulo foi o último apóstolo comissionado por Jesus (At 9:1-6). Posteriormente, não encontramos base bíblica para afirmar que exista uma sucessão ou restauração ministerial de apóstolos. Todas as tentativas para justificar uma suposta restauração do ofício apostólico nos dias de hoje, partiram de interpretações alegóricas, isoladas e equivocadas de textos bíblicos.[6] Na história da igreja, não temos nenhum grande líder utilizando para si o título de apóstolo. Papias e Policarpo, que eram discípulos dos apóstolos e viveram logo após o ministério apostólico, não utilizaram esse título. Nem mesmo grandes teólogos e pregadores da história como Agostinho, Calvino, Lutero, Wesley, Whitefield, Spurgeon – entre tantos outros, utilizaram para si o título de apóstolo.
Os apóstolos tiveram um papel fundamental para o estabelecimento da Igreja. Nesta construção, Jesus foi a pedra angular e o fundamento foi posto pelos apóstolos e profetas, conforme descrito em Efésios 2:19-20: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”. Esta passagem é o contexto direto de Efésios 4:11“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. Ora, se já temos o alicerce pronto, qual a necessidade de construí-lo novamente? Na verdade não há possibilidade, pois tudo o que vier posteriormente deverá ser estabelecido sobre esta base, conforme alertado pelo apóstolo Paulo: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” (1Co 3:10-11)
Como fundamento da Igreja, os apóstolos possuíam plena autoridade dada pelo próprio Jesus Cristo para designar suas palavras como Palavra de Deus para a igreja em matéria de fé e prática. Através desta autoridade apostólica mediante o Espírito Santo é que temos hoje o que conhecemos como cânon do Novo Testamento, escritos pelos apóstolos. Além disso, faziam parte das credenciais dos apóstolos: operar milagres e sinais extraordinários como curas de surdos, aleijados, cegos, paralíticos, deformidades físicas, ressurreições de mortos etc. (2Co 12:12). Eu creio que Deus opera curas em resposta à orações conforme a vontade soberana d’Ele, porém não creio que as mesmas aconteçam através do comando verbal de novos apóstolos, da mesma forma que era feito pelos apóstolos na igreja primitiva de forma extraordinária.
Outro grande problema que encontramos no título de apóstolo nos dias de hoje é que, automaticamente as pessoas associam o termo aos 12 apóstolos de Jesus. Quem lê o Novo Testamento, identifica a grande autoridade atribuída ao ofício de apóstolo e consequentemente esta autoridade será ligada aos contemporâneos. Quem reivindica o título de apóstolo, biblicamente está tomando para si os mesmos ofícios dos apóstolos comissionados por Jesus, colocando as próprias palavras proferidas ou escritas em pé de igualdade e autoridade dos autores do Novo Testamento. Afinal, os apóstolos tinham autoridade para receber revelações diretas de Deus e escrevê-las para o uso da Igreja. Se admitirmos que existam “novos apóstolos”, devemos assumir que a Bíblia é insuficiente e que as palavras dos contemporâneos são canônicas, o que é absolutamente impossível e antibíblico!
Não podemos deixar de citar o festival de misticismo antibíblico praticado por muitos apóstolos contemporâneos, tais como: atos proféticos, novas unções, revelações extrabíblicas, maniqueísmo, manipulação e coronelização da fé através do conceito “não toqueis nos ungidos”, judaização do evangelho etc. Além disso, o próprio modo de vida deles mostra o oposto dos originais, os apóstolos de Cristo tiveram vida humilde, foram presos, açoitados, humilhados e todos (com excessão de Judas Iscariotes que suicidou-se e João que teve morte natural) morreram martirizados por pregarem o evangelho. Ao contrário disso, os contemporâneos vivem uma vida com patrimônios milionários, conforto e prosperidade financeira. Quando sofrem algum tipo de “perseguição”, as mesmas são decorrentes à contravenções penais com a justiça.
Após esta breve análise, concluo que não há apóstolos hoje! O apostolado contemporâneo é uma distorção bíblica gravíssima que reivindica autoridade extrabíblica, da mesma forma que a sucessão apostólica da Igreja católica romana e os Mórmons. Por isso, devemos rejeitar a “restauração” do ofício apostólico, pois os apóstolos contemporâneos não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado, bem como não existe base bíblica que autorize tal restauração.
Sola Scriptura!
Notas:
[1] – Conferência apostólica 2006, site oficial.
[2] – Citado no ítem reforma apostólica do site Lagoinha.com
[3] – Dicionário Bíblico Strong – Léxico Hebr., Aram. e Grego – SBB – 2002, pág. 1214, nº649/652.
[4] – Concordância Fiel do Novo Testamento Grego – Português, Editora Fiel, Vol. I, pág. 84
[5] – Citado no artigo: Carta ao Apóstolo Juvenal, por Rev. Augustos Nicodemus Lopes.
[6] – Para verificar diversas refutações ao apostolado contemporâneo, clique aqui!

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Como identificar falsos profetas?

>> sábado, 1 de junho de 2013


Por John Owen (1616-1683)


"...O maior dom do Espírito Santo no Antigo Testamento era o de profecia. Contudo, quantos falsos profetas havia! Alguns deles serviam a outros deuses (1Rs 18.26-29). A mente deles era na verdade possuída pelo diabo, que os capacitava a declarar aquilo que outros homens desconheciam (1Co 10.20;2Co 4.4).

Outros professavam falar em nome e pela inspiração do Espírito do Senhor, o único verdadeiro e santo Deus, mas eram falsos profetas (Jr 28.1-4; Ez 13, 14).

Em tempos de perigo e de ameaça de calamidades sempre há os que afirmam ter revelações extraordinárias. O diabo os instiga a encher os homens de falsas esperanças para conservá-los no pecado e em segurança enganosa. Quando então vem o juízo do Senhor, são apanhados de surpresa. Portanto, todo aquele que diz ter revelações extraordinárias, encorajando os homens a se sentirem seguros vivendo pecaminosamente, faz a obra do diabo, pois tudo aquilo que encoraja os homens a se sentir seguros em seus pecados procede do diabo (Jr 5.30, 31; 23.9-33).

No Novo Testamento o evangelho também foi revelado aos apóstolos pelo Espírito. Foi pregado com o seu auxílio e tornado eficaz para a salvação de almas pela sua obra e poder. Na igreja primitiva a pregação do evangelho era acompanhada dos milagres realizados pelos apóstolos. Contudo, Pedro adverte a igreja de que assim como na igreja do Antigo Testamento havia falsos profetas, do mesmo modo existiriam falsos mestres no Novo (2Pe 2.1).

João nos diz como devemos testar esses falsos mestres (1Jo 4.1-3). Primeiramente ele nos adverte a não dar crédito a todo espírito, e em segundo lugar, a prová-los por sua doutrina. Não devemos ser persuadidos pelos extraordinários milagres que possam fazer, mas pela doutrina que ensinam (Ap 2.2). Esta é uma regra apostólica (Gl 1.8).

Deus deu à igreja primitiva dois recursos para se protegerem dos falsos profetas e mestres: a sua Palavra, e a capacidade de discernir os espíritos. Contudo, ao cessarem os dons extraordinários do Espírito Santo, o dom de discernir espíritos também cessou. Agora, nos restou apenas a Palavra para testarmos as falsas doutrinas."...

Fonte: John Owen - O Espírito Santo, Editora Puritanos, Capítulo 1

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